1. CÚPULA DE ECATERIMBURGO (2009)

A primeira cúpula do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) foi realizada em 2009, na Rússia, na cidade de Ecaterimburgo. A cúpula inaugurou a cooperação em nível de Chefes de Estado e de Governo. Em 2011, após a entrada da África do Sul, o “S” foi acrescentado ao acrônimo e o agrupamento passou a se denominar BRICS.

O objetivo da encontro foi reforçar a coordenação dos quatro países em temas relacionados à reforma da governança mundial, sobretudo no plano econômico-financeiro (G-20, Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial). Defendeu-se maior representatividade das economias emergentes nas instituições financeiras internacionais, cujos diretores e executivos deveriam ser indicados por intermédio de processo aberto, transparente e com base no mérito.

 

2. CÚPULA DE BRASÍLIA (2010)

Em 2010, foi realizada em Brasília a segunda cúpula do BRIC. Além da defesa de temas referentes à reforma do sistema financeiro mundial, a agenda do encontro contou com novos temas de cooperação. Durante o encontro, os líderes dos BRIC assinaram acordo de cooperação para facilitação do financiamento de obras e projetos de energia e infraestrutura. Além disso, os bancos de desenvolvimento firmaram entendimento para estudar maneiras de ampliar a concessão de crédito entre os BRIC.

 

3. CÚPULA DE SANYA (2011)

Realizada na China, na cidade de Sanya, em 2011, marcou a admissão da a África do Sul como membro do agrupamento, que passou a ser denominado BRICS.

Na Declaração de Sanya, o BRICS reafirma a necessidade de reforma da governança global, inclusive do Conselho de Segurança. O documento menciona também temas como: economia e finanças; condenação ao terrorismo; incentivo ao uso de energias renováveis e ao uso pacífico de energia nuclear; compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e com a erradicação da fome e da pobreza.

 

4. CÚPULA DE NOVA DÉLHI (2012)

A quarta cúpula foi realizada na Índia, na cidade de Nova Délhi, em 2012. O tema do encontro foi "A Parceria dos BRICS para a Estabilidade Global, Segurança e Prosperidade".

No encontro, defendeu-se candidaturas de representantes de países em desenvolvimento para a presidência do Banco Mundial, reiterando que os chefes do FMI e do Banco Mundial devem ser indicados por meio de processo aberto, transparente e fundamentado no mérito. Iniciaram-se também as discussões para a criação do Novo Banco de Desenvolvimento. De modo a promover comércio entre os países do BRICS, foi assinado acordo para facilitação de concessão de crédito em moeda local.

 

5. CÚPULA DE DURBAN (2013)

Sediada pela África do Sul, na cidade de Durban, teve como tema "BRICS e África: Parceria para o Desenvolvimento, Integração e Industrialização". Em Durban, encerrou-se o primeiro ciclo de cúpulas do BRICS, tendo cada país sediado uma reunião de Chefes de Estado e de Governo.

No encontro, tratou-se do desenvolvimento inclusivo e sustentável e da reforma das instituições de governança global. Essa cúpula marcou o início do exercício de diálogo externo do BRICS, conhecido como outreach, com vistas a promover maior cooperação com economias emergentes, países em desenvolvimento e organizações internacionais e regionais relevantes.

 

6. CÚPULA DE FORTALEZA (2014)

Em 2014, a cúpula ocorreu na cidade brasileira de Fortaleza. O tema escolhido foi “crescimento inclusivo, soluções sustentáveis”.

O principal resultado do encontro foi a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), com o objetivo de mobilizar recursos para o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento. O capital subscrito inicial do Banco é de US$ 50 bilhões, dos quais US$ 10 bilhões serão integralizados em partes iguais, pelos cinco países, até 2022. Criou-se, igualmente, um fundo de reserva de até US$ 100 bilhões, o Arranjo Contingente de Reservas (ACR), destinado a prover apoio mútuo aos membros do BRICS em eventuais cenários de crise no balanço de pagamentos.

 

7. CÚPULA DE UFÁ (2015)

A sétima cúpula do BRICS foi realizada na Rússia, na cidade de Ufá, em 2015, tendo como tema "Parceria BRICS – Um fator pujante de desenvolvimento global”.

O encontro foi marcado pela aprovação dos acordos constitutivos do Novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas. Aprovou-se, igualmente, a "Estratégia para a Parceria Econômica dos BRICS", roteiro para a diversificação das trocas comerciais e de investimento entre os países membros. Ademais, foram assinados acordos de cooperação cultural e de cooperação entre os Bancos de Desenvolvimento dos países do BRICS e o Novo Banco de Desenvolvimento.  

 

8. CÚPULA DE GOA (2016)

Realizada na Índia, na cidade de Goa, em 2016, teve como tema "Construindo Soluções Inclusivas e Coletivas".

A cúpula discutiu a recuperação econômica mundial, abordando temas como: responsabilidade fiscal e social, desenvolvimento do NDB, atração de investimentos, combate ao terrorismo e crescimento econômico.

 

9. CÚPULA DE XIAMEN (2017)

A nona cúpula do BRICS foi realizada na China, na cidade de Xiamen, em 2017. O tema da cúpula foi "BRICS: Parceria mais Forte para um Futuro mais Brilhante".

No encontro, assinou-se o plano de ação para incentivar a cooperação em inovação (BRICS Action Plan for Innovation Cooperation 2017 – 2020), assim como se referendou a criação da Rede de Pesquisa em Tuberculose do BRICS. Ademais, foram assinados o Plano de Ação do BRICS sobre Cooperação Econômica e Comercial, a Estratégia do BRICS para Cooperação Aduaneira e o Memorando de Entendimento entre o NDB e o Conselho Empresarial do BRICS.

 

10. CÚPULA DE JOANESBURGO (2018)

Em 2018, a cúpula foi realizada na África do Sul, na cidade de Johanesburgo, com o tema "BRICS: Colaboração para o crescimento inclusivo e prosperidade compartilhada na 4ª Revolução Industrial".

Na cúpula, assinou-se o Acordo relativo à Sede do Escritório Regional das Américas do Novo Banco de Desenvolvimento, a ser instalado em São Paulo. Ademais, assinou-se o Memorando de Entendimento sobre a Parceria em Aviação Regional. Aprovou-se, igualmente, a criação da Rede de Inovação do BRICS, a iBRICS.